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04.10.2019

Missa e homenagem são realizadas pelo centenário de D. Raquel

Dando continuidade às festividades do Centenário da educadora Raquel Correia de Crasto, nossa diretora emérita, fundadora e grande responsável pela continuidade do Instituto Capibaribe, realizamos ontem, dia 03 de outubro, uma missa de Ação de Graças, celebrada por Frei Aloísio, na Igreja das Fronteiras. Na ocasião, estudantes, familiares e colaboradores da escola participaram da cerimônia.

Na última terça, dia 01 de outubro, foi realizada uma reunião solene na Assembleia Legislativa do Estado em sua homenagem. A iniciativa foi proposta pelo deputado Waldemar Borges, ex-aluno do Capibaribe, que entregou a Monica Antunes, diretora do IC, uma placa comemorativa em reconhecimento ao valor do trabalho de D. Raquel.
Raquel Correia de Crasto nasceu em Vicência-PE. Dedicou-se à missão de educadora cristã.

Na Escola Ulisses Pernambucano, trabalhou com crianças excepcionais e inaugurou, mesmo com rejeição de suas ideias progressistas, o Jardim de Infância do Colégio Arquidiocesano-Recife.
Em 1955, a convite de Paulo Freire, juntou-se ao grupo que criou o Instituto Capibaribe, a primeira escola do Recife considerada alternativa, particular mas sem fins lucrativos, com filosofia cristã mas dirigida por leigos. Paulo Freire escolheu o nome porque: Capibaribe é a beleza e a poesia da cidade do Recife e por isso a Escola deveria ter este nome.

Como diretora, defendeu o princípio da educação integral com o lema: Amar para compreender, compreender para educar, da educadora francesa Pauline Kergomard. Dona Raquel foi aluna do primeiro curso de Pedagogia da FAFIRE, especializando-se em Orientação Educacional. Participou do movimento Juventude Universitária Católica – JUC.

No Instituto Capibaribe, aplicava o método do Ver, Julgar e Agir. Na época da ditadura militar, a escola acolheu filhos dos políticos perseguidos. Os ex-alunos, doutores, intelectuais, homens e mulheres comuns, lembram da simplicidade da escola, onde o mais importante são os valores humanos, e o valor material não encontrou guarida. Dona Raquel foi ainda fundadora da Escolinha de Arte do Recife e do Instituto Domingos Sávio. Por questões de saúde, deixou a direção do Instituto Capibaribe em 1995, mas suas ideias pedagógicas permanecem firmes e atuais.